segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A importância do Olfato no cotidiano


Daniella Romano


Entenda como conseguimos treinar nosso olfato e qual é a importância dele em nossa vida


Desde o nascimento, o olfato é um dos sentidos mais importantes na vida do indivíduo, pois através dele que obtemos informações primárias das pessoas. Identificamos as pessoas que estão por perto, se o alimento é bom ou ruim e começamos a desenvolver nossa memória olfativa, que é de suma importância em nosso cotidiano.
O olfato tem sido muito estudado nos últimos anos, por muitos especialistas, pois está intimamente ligado às partes do cérebro que comandam a emoção e a memória. Vital para a sobrevivência, ele nos permite encontrar comida, água, e até mesmo um companheiro ou companheira.

Embora o olfato humano não seja tão agudo como o olfato de outros animais, sabemos que os seres humanos são capazes de detectar até 10.000 diferentes moléculas de odor.

Mas como devemos treinar nosso olfato? Qual a real importância disso em nosso cotidiano? Pois bem, primeiro temos que acostumar o nosso nariz aos diversos aromas, pois estamos em uma cidade grande onde só temos cheiros de fumaça, gasolina etc., que é bem diferente de uma pessoa da roça que está acostumado com os cheiros das hortaliças, frutas, verduras, cavalo, cocheira, e sem poluição. Como para nós a realidade é outra, temos, sempre que possível, que cheirar as diferentes coisas como um abacaxi, uma flor, uma banana. Devemos levar tudo perto do nariz, para assim reativarmos nossa memória olfativa.
Daniella Romano, sommeliere internacional, estuda há mais de 15 anos, os aromas. Pioneira no Brasil com os aromas do vinho, Daniella há 3 anos, criou o Grupo Ver o Vinho, que é um trabalho social voluntário, composto por 12 deficientes visuais, que são treinados por Daniella. O objetivo principal é fazer com que os participantes aprendessem a identificar diferentes aromas.
Para que isso aconteça, Daniella desenvolveu itens especiais que podem ser utilizados pelos deficientes com segurança e muita facilidade, como a caixa de aromas, que foi produzida com nano partículas micro encapsuladas que é facilmente utilizada por eles sem ajuda externa e o baralho dos aromas do com informações em braile. Todo este material é inédito e foi concebido ao longo do curso após uma observação atenta das necessidades que eles apresentavam.

 É impossível treinar o olfato com substâncias aromáticas que não correspondam exatamente ao seu mais puro aroma natural; razão pela qual as essências são submetidas a rigoroso controle de qualidade, desde a origem até o envase, e reproduzem fielmente os aromas da natureza. Os aromas utilizados por Daniella Romano são selecionados e testados por um ano antes de serem incluídos em suas caixas e o material desenvolvido para o Grupo Ver o Vinho foi feito de acordo com a necessidade deste grupo tão especial.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Como ler um rótulo?? Muitas vezes, a primeira dica sobre um vinho está no rótulo. A não ser que se possa provar antes de comprar e ter a resposta para todas as dúvidas sobre o vinho simplesmente pela informação do rótulo: a variedade das uvas, a qual safra pertencem e procedentes de qual vinícola.


A primeira vista
É uma tentação escolher o vinho observando o seu rótulo. Ele parece nos transmitir a personalidade do vinho que está na garrafa; as cores e desenhos nos convidam, pedem a nossa atenção. Imagine se escolher um vinho de qualidade fosse tão fácil como gostar do rótulo.Os rótulos vêm em todas as formas e tamanhos; alguns trarão o mínimo de informações, e outros conterão dados que abrangem verdadeiramente todos os aspectos do vinho. Aprender a ler uma informação poderá ajudar a ter alguma indicação sobre o que esperar de um certo vinho.

Observando melhor
Por fim, um exame mais profundo do rótulo irá revelar o nome do vinho e de onde vêm as uvas. Também poderá informar sobre quando as uvas foram colhidas, o nome da pessoa ou empresa responsável pelo vinho, o teor alcoólico e o volume em ml. Algumas dessas informações aparecem na etiqueta da frente, mas muitos vinhos têm um rótulo atrás que também deve ser lido.
Os produtores devem enviar seus rótulos a um órgão governamental para garantir que as exigências legais estejam sendo cumpridas. Isso é bom para quem está procurando aprender mais sobre vinho. Olhe o rótulo para obter as respostas para as perguntas a seguir.

Quem fabricou o vinho?
Essa é a informação mais importante na etiqueta porque a qualidade do vinho depende muito da reputação do produtor. Os melhores vinicultores também possuem um estilo personalizado, sendo assim, o processo de seleção é mais fácil. O rótulo (normalmente o de trás) também indica a extensão da ligação do produtor com o seu vinho. A mais alta designação é "cultivado, produzido e engarrafo por" que garante que a vinícola que consta no rótulo cultivou as uvas, produziu e engarrafou o vinho, completando o processo. Se a etiqueta informa que foi "produzido e engarrafado por" o fabricante prensou as uvas e produziu o vinho. Entretanto, se o vinho foi fermentado em outro lugar, então a frase pode informar "envelhecido e engarrafado por". A frase "produzido e engarrafado por" revela que o fabricante usou as uvas que prensou, com o vinho que foi fermentado em outro lugar.

Qual é o tipo de vinho?
Se aparece o nome da variedade da uva no rótulo, o vinho foi feito inteiramente ou predominantemente dessa uva. Quando dois ou mais tipos de uva são descritos, então é um vinho de corte, uma mistura das duas uvas. Às vezes, entretanto, como é o caso dos vinhos do Velho Mundo, uma região produtora ou designação da origem é informada ao invés da variedade da uva. Neste caso ainda é possível determinar quais as variedades de uvas usadas, apenas requer um pequeno esforço, por exemplo, que o italiano Chianti usa as uvas Sangiovese e o francês Puligny-Montrachet é feito das uvas francesas Chardonnay. Algumas pessoas acreditam que o nome da região produtora poderá ser mais informativo que o nome da variedade da uva, porque diferentes regiões possuem solo, clima e práticas de viticultura diferentes, e todos estes fatores alteram o sabor do vinho.

Onde cresceram as vinhas?
A região produtora ou a denominação no rótulo informa a origem das uvas usadas para a produção do vinho. Poderá ser tão grande quanto o Estado ou região, como na Califórnia ou Borgonha, caso em que as uvas vieram de duas ou mais regiões produtoras dentro dos limites do estado ou região. Denominações mais específicas incluem um município ou sub-região; uma área de produção dentro de um município ou sub-região, como Napa Valley (dentro do município de Napa); e uma subdenominação dentro de uma maior, como Oakville (uma área dentro de Napa Valley). Uma designação até mais específica é o nome da vinicultura dentro da denominação. Como regra, quanto mais específica é a designação da procedência, melhor é a qualidade do vinho.

Que idade tem o vinho?
A data da safra nos diz o ano em que as uvas foram colhidas para produzir o vinho. Se não aparece a data da safra na etiqueta ou no gargalo, o vinho produzido é de safras diversas. A safra pode ser uma parte importante da informação ou também pode significar muito pouco. Como a mesma variedade de uva que cresce em dois lugares diferentes pode produzir vinhos com gostos diferentes, então o ano das uvas em duas diferentes regiões também pode afetar a qualidade do vinho que elas produzem. Condições climáticas tais como o volume de chuva, temperaturas altas e baixas podem afetar a qualidade das uvas e, conseqüentemente, o sabor que terá este vinho. Entretanto, por causa dos padrões de clima que não diferem tão drasticamente em algumas partes do mundo quanto em outras, a data da safra também pode significar muito pouco para certos vinhos. Poderá ser difícil escolher. Felizmente, as publicações sobre vinhos analisam safras na base da qualidade. Essa informação poderá ser útil na hora de fazer a compra, especialmente quando se trata de um vinho caro.

Em que um vinho poderá diferir do outro?
Algumas designações especiais se referem a técnicas de produção que distinguem um vinho do outro, como por exemplo a fermentação em barril, ou o não-filtrado, que fará o vinho mais atraente, dependendo da preferência pessoal. Outras condições tais como reserva, seleção especial, seleção de barril, vinhos envelhecidos e "state bottled" (vinhos engarrafados na própria vinícola e uvas originárias da própria vinicultura) indicam uma distinção de qualidade. Em alguns casos, uma designação especial não possui uma definição legal; isso significa que é a vinícola que estabelece. Um exemplo é a Reserva, para a qual há uma definição legal em partes da Europa, mas nenhuma no Novo Mundo. O termo implica que o vinho é submetido a padrões mais altos de maturação ou envelhecimento e isso pode ser verdade para um vinho assim etiquetado. Entretanto, como o uso desse termo não está regulamentado, os vinicultores podem usar a palavra "reserva" no rótulo simplesmente para fins atrativos no mercado. A reputação do vinicultor deveria oferecer alguma orientação no sentido da designação ser procedente ou não.
Nos vinhos dos EUA, o uso dos termos "estate bottled" é submetido a restrições legais. Essa frase indica que o vinho foi engarrafado onde foi produzido e as uvas vieram da própria vinicultura ou de uma vinicultura arrendada a longo prazo. Para os vinhos franceses, château e "domaine-bottled" significam a mesma coisa. Veja a frase "mis en bouteille au château" em um vinho Bordeaux e "mis em bouteille au domaine" em um vinho Borgonha.

Qual é o teor alcoólico do vinho?
Isto é normalmente informado como percentual por volume, por exemplo 12,5% por volume. Quanto maior a percentagem do álcool, mais encorpado é o vinho.

Qual é a quantidade de vinho na garrafa?
A quantidade é normalmente informada em mililitros. Uma garrafa padrão é de 750 ml. O magnum, equivalente a duas garrafas padrão, tem 1.500 ml. Vinhos europeus podem indicar a quantidade em centilitros; uma garrafa padrão tem 75 cl. A indicação da quantidade geralmente é feita na etiqueta do verso na garrafa americana e na da frente em uma garrafa européia.

Por Boutique do Vinho

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Qual o Grau Alcoólico Ideal?


Google Imagens


A grande safra nada mais é do que a combinação de condições climáticas ideais, chuvas regulares na primavera, sol quente no verão, tempo seco no outono. Portanto, quanto mais madura melhor a uva! A transformação do açúcar em álcool, através da fermentação tumultuosa, pressupõe uvas na condição perfeita de maturidade. Quanto mais açúcar nos bagos mais álcool depois. Para elaborar grandes vinhos há vinícolas que chegam ao cúmulo de selecionar apenas a parte mais madura do cacho, eliminando o 'lado oculto da lua'.
Se pensarmos um pouco concluiremos que, à semelhança da seleção natural pelo genial Carlos Darwin, o mundo do vinho estará sempre buscando o máximo da graduação alcoólica. Ficou claro? Se todos querem a maturidade perfeita, e quanto mais açúcar no gomo mais álcool, estamos escalando o Everest em busca do máximo possível de álcool. A lembrança da mais alta montanha da Terra nos leva a pensar, em contraponto, de que há sempre um limite! A pergunta é: qual o limite ideal? Vamos exemplificar partindo de dois grandes vinhos: Amarone della Valpolicella e Yacochuya.

O "grande amargo" surgiu na Valpolicella do Veneto talvez em função dos vinhos leves da região, que normalmente não ultrapassam 11% de álcool. Para combater a rusticidade surgiu a técnica do amarone, em que as uvas são dispostas a secar, antigamente em palhas ou gavetas abertas em salas bem ventiladas, atualmente em câmaras de secagem, o que resulta em desidratação ou perda de mais de 30% do suco. A fermentação posterior produz vinhos concentrados com teor alcoólico próximo a 16% ou 16º. Esse tipo de vinho passificado (como passas enrugadas e secas) é uma técnica de adega, ou seja, não é um processo natural da vinha.

O Yacochuya e o Colomé estão entre os exemplos extremos de alto grau alcoólico. Fazem parte dos vinhos de altitude argentinos, com o protagonismo da Malbec, uva que se deve reconhecer como argentina. Vinhedos plantados a mais de 2 mil metros (o Altura Máxima da Colomé se auto-proclama o mais alto do mundo a 3.100 metros), sofrem maior exposição de raios ultravioleta e, principalmente, vivenciam uma amplitude térmica entre 15º e 20º todos os dias. Ou seja, 28º ao dia e 8º à noite (20º e 0º graus no inverno), estressam o vinhedo, que para se proteger gera pele mais grossa e escura, que vingará exemplares concentrados e densos.

Engraçado lembrar que o Valle de Calchaquíes, em Salta, ao norte do país vizinho, tem latitude semelhante a Jundiaí e Sorocaba, cortado pelo Trópico do Capricórnio, pelo que o diferencial é justamente a altitude. Aliás a utilização de terraços é maior na Argentina, em função dos Andes serem mais esparramados a leste, e mais escarpados a oeste (Chile). O Yacochuya chega a 16,5% de álcool, embora o 2005 e o 2003 percam em equilíbrio para irmãos mais antigos. É quase natural porque por detrás está o consultor Michel Rolland, que deve utilizar (eu presumo) todas as técnicas para torná-lo essa bomba d'álcool que desagrada pela falta de elegância.

Mas o verdadeiro "problema" desses produtos é que Amarone e de altura não são agradáveis para o cotidiano. Pedem aquele dia certo invernal, com pratos de molho concentrado, carnes de caça, talvez uma feijoada num dia bem frio. Porque mesmo com fruta passa, taninos resistentes e álcool potente, esses vinhos são pesados na boca. Mastigáveis de um lado, de outro têm o "defeito" da excessiva densidade, mais ou menos como uma cerveja stout ou bock num dia de verão perante uma pilsen refrescante.
Como tento ser direto e reto nas minhas colocações, francamente estou cheio (ops, minha mãe me censuraria)... satisfeito de vinhos extremamente alcoólicos.

Todos querem superar o Himalaia! O limite de um Pinot Noir e Merlot deve se situar em 14º, Syrah e Cabernet Sauvignon em 14,5º, Malbec no máximo 15º. Mais do que isso é exagero. É claro que o conjunto precisa, em primeiro lugar, estar balanceado em seus elementos acidez, azedume, estrutura tânica e álcool. Mesmo equilibrado chegará o dia em que os enólogos não ultrapassarão a fronteira além da qual o vinho se torna desagradável. Por mais que desejem argentinos e italianos, Andes e Alpes não ultrapassarão o Himalaia.

Fonte: Diário do Comércio

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Os benefícios do vinho para as mulheres


Google Imagens


Você provavelmente já ouviu falar que tomar uma taça de vinho ao dia faz bem à saúde, mas Daniella Romano, sommelière, explica que há uma diferença entre o consumo por homens e mulheres. As mulheres devem consumir apenas uma taça de vinho tinto e os homens podem consumir até duas taças. O homem tem uma estrutura corporal, cientificamente, para aguentar um pouco mais da bebida. 
As pesquisas dizem que o vinho, se ingerido com moderação, pode ser um bom amigo para emagrecer. Além disso, a ação do vinho tinto no organismo é melhor do que a causada pelo vinho branco, isso porque o vinho tinto é feito com a casca e tem maior quantidade de revesterol, a substância benéfica antioxidante. No entanto, consumi-lo em excesso age como qualquer bebida alcoólica: pode engordar, e muito. Para o branco, a casca não é usada se não ele fica tingido e não branco.

Um estudo da universidade de Harvard mostrou que aquelas mulheres que bebem vinho sofrem menos de pedras do rim. Outra importante tarefa do vinho e que tem como componente o fibrinogênio que produz uma redução de coágulos de sangue.

O vinho também ajuda no desenvolvimento de células nervosas, isto é, ajuda no tratamento da doença de Alzheimer e Parkinson. Previne resfriados, câncer de mama, controla a hipertensão, melhora a digestão e o sono e aumenta até mesmo o QI.

Para começar a beber vinho, descubra quais são as uvas que você mais gosta. Deguste alguns vinhos até encontrar o seu preferido. Depois, comece a sentir os aromas de cada vino e com o tempo aprenderá a identificar todos os aromas. O mundo do vinho é enorme, mergulhe neste mundo prazeroso e cuide da sua saúde ao mesmo tempo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dia dos Pais


Dizem que o Dia dos Pais teve sua origem há mais de 4 mil anos, quando Elmesu, um jovem babilonio moldou em argila um cartão, que teria sido o primeiro, desejando sorte, saúde e longa vida a seu pai.

Muitos anos depois, em 1909, nos EUA Sonora Louise dedicou um dia aos pais, inspirada pela profunda admiração que sentia por seu pai, William Jackson Smart. Esta data se popularizou até que em 1972, Richard Nixon, presidente dos Estados Unidos oficializou em todo o país, o Dia dos Pais no 3ª domingo de junho.
No Brasil, a primeira celebração foi em 14 de agosto de 1953, data proposta por um publicitário, Sylvio Bhering, em homenagem ao dia de São Joaquim, patriarca da família Bhering. E posteriormente passou a ser comemorada no segundo domingo de agosto.

Por mais variadas que sejam a origem e os motivos, uma coisa é certa, devemos concordar que é uma delícia podermos render homenagens, e celebrar com ele por um dia inteiro. E nada como uma reunião em família, boa comida, um bom vinho...para sentirmos aquele aconchego gostoso!

Como celebramos no inverno, eu sempre penso em um bom tinto, encorpado, potente, que possa acompanhar um prato igualmente substancioso.


Para dar as boas vindas aos convidados vamos começar  com bruschetta di baccala ( bruschetta com lascas de bacalhau regadas ao azeite) , regada com um fio de azeite de oliva e para acompanhar um branco com passagem em madeira. Como sugestão um Rioja branco, o Viña Tondonia Blanco Reserva com  toques de coco, baunilha, especiarias e notas amendoadas ou então um chileno o Chungará Gran Reserva Chardonnay, combine com o azeite Senzo,  Valle del Maule, Chile, do mesmo produtor,  eu visitei um produtor espanhol na Rioja, há alguns anos, ele me deu uma dica que sigo até hoje: tentar harmonizar os azeites e vinhos produzidos pela mesma bodega, por questões de filosofia de cultivo, me explicou ele, pois a produção de ambos é parecida, exige os mesmos cuidados e geralmente estão próximos, assim temos terroirs com similaridades, vinho e azeite convivendo juntos. Para mim foi um bom aprendizado.


Como prato principal, um brasato di manzo al vino e funghi di bosco con polenta ( carne de panela preparada com redução de vinho tinto e cogumelos com polenta).  Este prato super completo e ‘quente’, é ideal para os dias de inverno e exige um bom tinto. Uma sugetão é o Barolo Ornato 2007, D.O.C.G. Pio Cesare – Piemonte, Italia, 100% feito com a uva Nebbiolo. Este vinho que recebeu 95 pontos do Robert Parker é uma festa maravilhosa aos sentidos, com notas minerais, de trufas, groselhas, cerejas, alcatrão, mentolado e tem um final de boca longo e impressionante.  Eu provei este prato com o Lukai, um elegante chileno que tem um corte com as uvas Cabernet Sauvignon, Carménère, Malbec e Cabernet Franc, medalha de prata no Catador Santiago, sua passagem 24 meses por barricas de carvalho francês, lhe conferem aromas de compotas de frutas negras, cacau, alcaçuz, tostado, especiarias e tabaco. Rico e elegante, com um final de boca marcante, delicioso.

 Uma dica este vinho assim como o barolo deve ser decantado uma hora antes de servir, para abrir suas notas aromáticas revelando todo o potencial destes vinhos maravilhosos.

E um Feliz Dia dos Pais.

Cheers.




segunda-feira, 30 de julho de 2012

Vinho do Porto



O Vinho do Porto tem origem na região do Douro, em Portugal. 

É o mais conhecido dos chamados "vinhos fortificados", dotados de maior teor alcoólico, resultado da adição de aguardente vinícula ao vinho, interrompendo o processo de fermentação, além de ter um processo de vinificação muito rápido, de dois a três dias. Embora existam alguns vinhos do porto secos - difíceis de encontrar -, a maioria é doce, resultado da sobra residual de açúcar que permanece no vinho quando a fermentação é interrompida.


Após este processo de adição de aguardente, o vinho passará por envelhecimento, mantendo contato com a madeira em pipas de características da Região Duriense e, posteriormente, engarrafados. Em alguns exemplares, após o engarrafamento, o vinho passar por um novo período de envelhecimento, mantendo-se reservado enquanto o vinho mantém contato com o oxigênio que sobra na garrafa após fechado.


É possível encontrar uma extensa gama de vinhos do porto, com diferenças de sabor e aroma. Isso porque, conforme o tempo e o tipo de envelhecimento, o vinho do porto apresenta determinadas características, recebendo uma classificação própria. Esse sistema também define o preço do vinho.


Note que sempre o rótulo da garrafa informa o nome específico do tipo do vinho do porto:
Branco (White): Produzido exclusivamente com uvas brancas, passando pelo carvalho durante dois ou três anos. Não evolui depois de engarrafado. Normalmente são vinhos jovens e frutados, podendo ser encontrados doces ou secos (dry), mas os secos sempre terão alguma doçura.


Ruby: O nome é uma referência à cor do vinho, elaborado com uvas tintas, normalmente sem data de colheita, com permanência de dois a três anos em pipas de carvalho. Encorpado e frutado, é um vinho jovem, mantendo suas características originais por muito tempo, com sabor puxado para ameixas e frutas silvestres.

Tawny: Utiliza as mesmas uvas tintas do Ruby e também passa por pipas de carvalho por um período de dois ou três anos. A diferença é que, posteriormente, segue para barricas de carvalho, ampliando o contato do vinho com a madeira e com o oxigênio. Esse processo acelera a oxidação do vinho, deixando sua cor mais próxima do âmbar, de topázio queimado, e os sabores se aproximam de amêndoas, nozes e outros frutos secos. Assim, se transforma num vinho mais elegante e não envelhece na garrafa, assim como os demais Tawnys.

Tawny Colheita: Trata-se de um vinho de uma só colheita, de um ano específico, quase sempre considerada excepcionalmente boa para a produção de Vinho do Porto Tawny. Permanece, no mínimo, por sete anos na madeira, mas alguns exemplares podem permanecer por doze anos ou até mais, conforme definição da vinícola. Apresenta cores claras, um acastanhado puxado para o dourado, e tem sabor rico, elegante, suave, delicado, profundo e complexo.
Tawny Envelhecido: Estão entre os vinhos do porto mais caros do mercado. Podem ou não ter a data da colheita identificada, conforme decisão do produtor. Passam por período de envelhecimento em carvalho por 10, 20, 30 ou 40 anos, ganhando, assim, complexidade. Com o passar dos anos, esses vinhos também se tornam mais licorosos e claros, obtendo características de sabor de mel, madeira, canela e chocolate, entre outras.

LBV (Late Bottled Vintage): Os vinhos dessa sigla provém de uma única colheita, quase sempre excepcionalmente boa, e mantêm algumas das características mais marcantes dos Ruby: cor vermelha intensa e bastante frutado. De grande qualidade, o LBV conta sempre na garrafa com indicação do ano da colheita e do engarrafamento, tendo passado por madeira num período de quatro a seis anos, conferindo a ele evolução, intensa coloração, taninos e juventude. Pouco evolui na garrafa e, por isso, pode ser consumido após a compra.


Vintage: É a preciosidade dos vinhos do porto, obtido de uma única colheita e com qualidade sem igual, por ser produzido com uvas selecionadas. Mantém o envelhecimento na garrafa, de forma lenta, após ter permanecido por dois anos na madeira. Recomenda-se que a guarda seja feita em local sem muita luz, com certo cuidado, para não comprometer a evolução desse tipo de porto. Por ser a guarda de longo período, costuma apresentar depósito no fundo da garrafa. Neste caso, recomenda-se ser decantado antes de ser servido. De aromas frutados e florais, cor intensa e taninos marcantes, vai aprofundando a harmonia conforme o envelhecimento, tão complexas são suas características de olfato e paladar. Menos de 2% da produção de portos são do tipo Vintage.


Vintage de Quinta: É uma variação do Vintage, obtida por uma única colheita da quinta que o produziu. É elaborado somente em anos excepcionais, com dois anos de passagem pelo carvalho, e podendo permanecer por até 10 anos no estoque do produtor. Envelhece na garrafa, mas também está pronto para ser consumido quando comercializado.


Site Mundo do vinho



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Uma uva versátil como nós mulheres

Daniella Romano

Desde que comecei á estudar sobre vinhos, tenho encontrado mulheres interessantíssimas, tanto produzindo e vendendo como fazendo o serviço do vinho. Esse que sempre foi um reduto muito masculino também se rendeu ao universo feminino. Atualmente excelentes profissionais e muitas amadoras já sabem do que gostam e o que querem beber. E a cada um dos vários encontros só para mulheres, que tenho ido me surpreendo com o grau de conhecimento de todas.

Como sommelière e apaixonada por aromas, confesso que sou uma curiosa e gosto de provar vinhos muito diferenciados, me sinto estimulada descobrindo novos universos. Mas existe um vinho em especial que toca meu coração: o Gewürztraminer, esta varietal de nome tão complicado, original de Tramin, norte da Itália é uma das principais cepas na Alsácia, Fr. onde é possível ENCONTRAR verdadeiras jóias engarrafadas.


 O que me fascina nela é a sua capacidade de transformação que pode ir de um vinho muito sério e seco até a um incomparável vinho de sobremesa, produzido com as uvas de colheita tardia (ou vendage tardive: os produtores esperam até o outono quando a uva está bem madura e muito doce e ás vezes até botritizada para fazer a colheita).

E os aromas, ah, os aromas da Gewürztraminer são um capítulo á parte, quando jovem seu perfume de pétalas de rosas, lichia, maracujá com um leve toque de mexerica é maravilhoso, e conforme vai evoluindo, apresenta notas de especiarias, flores secas, mel e finalmente, atinge seu esplendor aromático nos vinhos de sobremesa, neles podemos perceber notas complexas de redução, damasco em compota, extrato de rosas, canela, anis estrelado, noz moscada, avelãs, uma verdadeira festa aos sentidos.

Exatamente por esta característica tão camaleão, eu a comparo á nós mulheres, que conseguimos atuar em várias frentes, estar em casa com os filhos, no trabalho vencendo as barreiras e ainda arranjamos um tempo para cuidar da beleza, ficar em dia com a moda e lógico, muito bom humor para uma saidinha no final da tarde para encontrar as amigas.  Aliás, foi num desses encontros deliciosos só para mulheres que provei um Gewürztraminer produzido no Chile e que me encantou.  Tanto a versão seca quanto o colheita tardia: Gewürztraminer Reserve La Joya e o Late Harvest Gewürztraminer La Joya, são muito bem elaborados, delicados e super perfumados e tudo isso feito por uma enóloga muito competente. Uma grata surpresa da Viña Bisquertt.

Cheers...